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31 de dezembro de 2009

Fui...

É uma confusão
É uma fusão TAO grande
Me atrapalho nos pensamentos
Estou decidida
Estou eu decidida?



Amo-te
Sim
Escolhas
Ei de pagar por elas
Que venha o gosto
Não sei mais viver
Não sem você



Ei de pagar
Por estas escolhas
A manha virá clarear
Tudo o que me falta
Tudo o que já tive
O que perdi
O que escolhi perder


Poder
Sim, eu posso querer.


5 e pico da manha, 31/12/09

A Anfitriã

Não nasci com o dom mas me apetece desenvolve-lo.

O prazer está contido no prazer dos outros, melhor transforma-se, se compartilhado esse sentimento.


Como poesia sem técnica, sem métrica, surro a aplicação delas; minha.

Surro e o aprender é sabido na marra manca, aquém do bravo heroísmo, sem coroas petaladas.

Ale(atoriamente) nego otimismos vagos e posiciono positividades insistentes.


Do contrário sou contraditória e minhas palavras nada sabem; ações tão pouco.

Experimentando o experimental me encanta colocar a alquimia na mesa: Vitaminas, estranhos e agradecer aos céus, não só pelo teto, mas por todos os intentos.


Anfitriã. De nada sei, fazer me corresponde.


26/12/09

29 de dezembro de 2009

Terra de ferro

Não os deixe em seus mundos autistas.

Fale com eles, quando se refere a estes.


A árvore maltratada destoava em meio aqueles prédios.

Marcada e cansada, quase cimentada, com cores quase não naturais, era como uma chorona.


Já havia sangrado e lutava para respirar, se via.

Cúmplice daquela rua e daqueles céus, observava tudo que por ali passava atentamente.


Se prevalecem os ¨ditos¨mais fortes mediante a pressão aguda, esta seleção intervém para eliminar os que são ¨livres¨.

Anular os que permanecem.


Quem são os derrotados?

Faz tempo desisti do complexo composto pomposo da competição.


Vômito e pigarro gripal.

A seleção natural não é isso...


Aliás, de natural, nada há nisso.

Baixo a hierarquia das coisas, me demiti e fui treinar a dança que me inspira.


Me pendurei naquela árvore; ele me viu aplicando minha recordação de criança e quis me comprar com um sorriso desgraçado.

Mas a pirâmide só existe na memória vil de quem escolhe.


Já desabei e minha voz não gagueja:


- Farei amor com essa árvore mas não vou trepar com você.


Olhos bem ditos.


27/12/09

27 de dezembro de 2009

Mar de gente soterrada

O dia é Radio Head.

A tarde apenas nasceu, mas hoje tenho certeza, para um dia inteiro, é um dia de Radio Head.



Preto e branco e ¨slowmotion¨

Boca vermelha

Lento os movimentos

Frio e chuvisco

Rabanada e sushi

Prosa poética

Na cabeça, música

Muitas delas

Na cabeça, sonhos, idéias, ilusões, conclusões e invenções

Peço ao papai Noel:



- Mente, me dê descanso.



1, 2, 3

Hora de dividir o pão

Crianças, ruas, adultos

Idosos, pobres e ricos

Distrações em vitrines e tudo isso embrulha o meu estômago



¨A volta dos que nunca foram¨



Envolvi o pano em minha cabeça e o cigarro andava na mão em minha frente, como maridos na Arábia.

O sangue estampou no pano branco.

Reumatismo:

Caiu no chão...Efeito separatista, política capitalista, abominável o crime.

Sujou de sangue...

E pode ser que ela nunca mais será a mesma, pó, pode ser que ela não será mais.

Como pode ser que o ¨dia é de natal¨ e o sangue se arrasta pelo mundo todo.



É Radio Head.

É natal triste que todos disfarçam como em todos os dias.

Mesmo e ainda sim:

O que fazer?

É apenas mais um dia de Radio Head!

Aproveite a ceia, abrace os amigos, divida as biritas e o que mais puder...

Amor, por todas as partes.



Sou o escarro da humanidade e não acredito nela. Creio no espírito que nela se contém (ta?).

Estrela de minha própria vida: Maldita bastarda.

Que prognóstico conformista:

¨O futuro deus reserva...¨


24/12/09

A versos

Muitos pensamentos e respiro todo o ar que possa entrar; inflando e esvaziando o pulmão.

Desgraças do dia:

Sempre há, me toca no pessoal, sentimento profundo – leio o jornal – aleatoriamente engulo informação e trago alguns infortúnios.

Há chuva. Ela se manifesta e tudo já é diferente do que passou.

Sentimento bom: Esse me invade.

Aonde há esperança, aqui estou.

Se há por onde fazer, ali estou.

Sem dúvidas, as ações me comovem, fazem de mim o que quero ser.

Me como. Vem.

Carecas pelas ruas...

Sem seus ¨para-aguas¨, caras na perdição.

São muitos. Esqueceram não só o que ¨para a água¨, como de suas ¨ladys¨ em casa. Em casca.

Nada mais pode ser sublime.

Será possível sempre, todos os dias, alcançar o núcleo das coisas?

Ou estamos fadados a permanecer no manto e provar as profundezas como aperitivo?

Você provoca discussões ou prefere o âmbito de verdades estáticas?

Muitos sinais, muita ortografia e me esqueço de viver para perseguir meus rabiscos provedores de harmonia intensa. Me sinto bem.

Pra tudo há o momento propício.


- Aqui me largo, espero estirar-me mais.


Margem ortográfica, discussões de interesse político interno que se comunicam externamente:

Faço simples, claro, assim quero chegar, simples.

Tudo há de ser unificado e desmembrar logo após.

Exteriorizando o vácuo dos interesses absurdos descobri um de meus estilos saboreando muitos outros:

¨Sussurro¨. Me aproximo da metalinguagem das coisas, da poesia, e não há o por quê do não.


23/12/2009

Cólica profana

Da raiva uma ultra-cena-grafia

Sinopse de emoções

Ira encabulada

Mão mal armada

Coração inflamado

Alvéolos entupidos

Circulação que somente circula

Irritação suave

¨Ô abre alas que eu quero passar¨.



Barcelona 22/12/2009

22 de dezembro de 2009

Fio de lima

Ela é peixe

é dylan

é nada

ela nada

é tudo

um mar de voltas e revoltas

beira a maré

um taxi solar

ela é, ela foi, ela fica

nunca será

só o fogo sem chama

alma avessa

da ave uma sã

maça verde

ela saboreia

verde verde verde

mar céu maça e orelha

veste a tormenta

sai pra rodopiar

tufos

ventos

ola de torcida

movimento de partida

benção pai

beijo mãe

sucesso nêgo

sai pela porta da frente

entra em qualquer outra

por qualquer lado

lado de parede

buracos

arrombamentos

dor

passagem

templos

portais

e o querer.

ela quer

pode

é

ser

video

21 de dezembro de 2009

Pré faço


Essas lembranças são etéreas, se identificam no meu ser e na minha ausência.

Minhas vontades, meus caprichos, minha vida, minha morte...meros temas passivos, porque passam, só e apenas.

A cada página encaixo uma peça, faz-se a luz e organizo-me em desorganizar.

Quero peças, livros, fábulas, espetáculos, o que for, tudo isso e só, faz parte de mais um estudo, que poderá ser desenhado, escrito, comentado, desfigurado, aclamado, refutado, mas infindamente e só, será sentido, por mim.

O intento é não ser e por não ser ele justamente existe, vou desfrutar a alegria de devanear em ir-me sem a angústia de chegar.

Tão pouca existência e já tanta história...tão pouco tempo de vida e amores tão sofridos, tão sortidos que até se sente o gosto e unidade de cada, pelo desfrutar do simples pensamento.

Quantos não souberam, duvidaram ou disseram que daqui não são? Essa questão já não importa mais, apesar da pouca idade, pouco que sei do muito que há, já sei, sei que cada vez mais saberei menos, sempre soube.

Humano, ¨oh humanidade¨, que pensas que nada sabe, no entanto goza e chora por saber. Os amores me fazem chorar...todo o tipo deles, inclusive os alheios.

A dor do mundo é jorrada na minha carne e não por “carma” mas sim por minha vontade, eu a deixo chegar e tento filtra-la para burrifa-la em torno de algo que se possa modificar.

Sofro muito de amor e tenho prazer nesse sofrimento que tantas cores me traz, tantos oxigênios que se deixam para trás e tudo se re-descobre como um novo nascimento de vidas e companheiros do passado.

E me apaixono, como me apaixono...por mim, por vc, pelo chão, pelo céu....são tantas pessoas, tantas luzes, tantos casos não acasos...músicas, nós, meus queridos amigos...

Rostos que antes traziam tristezas apesar de certezas estagnadas, hoje sorriem a instabilidade do acaso e amor desprovido.

A ventania toma conta de todo o corpo e quando olha-se, sabe-se sonhando ainda que acordado.

Sonhos...ah os sonhos, o que nos dizem os buracos negros no universo?

Por essas noites, 15/02/2008, sonhei que estava num lugar agradável com pessoas muito amigas, porém algo me incomodava, um antigo amor que não me deixava ir, apesar de ter-me e pouco mostrar querer. Pois bem, minha face pálida se desviava e o resto de mim foi de encontro ao berço, ao mar, boiar, olhar para o céu, muito providencial. Quando então algo, força maior, virou-me por toda de ponta cabeça, onde por um instante fitei o fundo do mar e em seguida a imensidão universal onde eu estava mergulhada e todas as energias em forma de explosão que lá estão. Não sabia se aquilo era a morte, mas era algo que nunca havia experimentado,ainda que sonhando.

Um rapaz, muito familiar, mas pouco conhecido puxou-me de volta e cantou-me um trecho de uma música que não nessas palavras dizia “O tempo é curto, por que não aproveitas?¨ E então beijou-me e abraçou-me.

Poderia organizar me em explicar tudo e todos que este rapaz representa em minha vida/morte/sonho/experiência, enfim, não quero integrar/organizar os pensamentos de tal maneira a essa, porém cuidarei para repassar e fazer sentir por outra forma, em outro conto, figura, tempo ou espaço.

Que se sinta.

Faço uma dedicatória mais que especial pela minha vida e minhas obras, todas elas, vidas e obras, ao meu maior incentivador, pai, amigo, irmão e todo e qualquer nome que se de a algo enigmático e máximo, meu avô.

Minha família, toda ela, meus amigos, todos eles.

SAMPA 19/02/2008

20 de dezembro de 2009

Ensaio

Danço. Na rua.

Mesmo.

Inicio meu preparo no contemporâneo baile da vida

Vitória! Uh!

Fracasso! Yeah!

Engulo, seco, pinga, água ardente: Sou passarinho e quebrei as leis da física, ou dos ditados?

Blé! Uma língua pra fora

Como a dos Rolling Stones, because, ¨I can´t get no satisfaction man!¨

Sincronizando tudo o que dança comigo na música que nos envolve:

Tiros

Respiros

Sim e sim

Em mim

Recesso.

Tudo e explodo um pouquinho mais pra lá do que pra cá.

Meu caminho ¨bailando¨ é meio bêbado e eu gosto disso.

- Não me importa sumir daqui -

- Aonde ela pensa que vai assim? Toda linda saltitante e dona de si...

19 de dezembro de 2009

La mala ostia

Com o intento de minha alegria acreditei que podia mudar o mundo

Falhei

Por acreditar na falha, não sou capaz de mudar o meu mundo

Atraso

Pesado

Bastardo que me corrompe

Ó

Abelha galinha...

Ela me viu chorar e sentindo ao meu lado, chorou ainda mais forte

Nascente

Gente

Que sente

A veia

Navalha

Quieta

A dor não é tão precisa quanto se faz presente

Alegria

Ale

Guia

Meioses ordinárias

Como esse lugar é bonito...

Transpira sensibilidade.

Admiro estas montanhas, vegetações, mares e descasos e, penso em morrer aqui.

Mas ! Por quê?

Isso pode ser eu?

Ou sou eu, assim?

Inconstante, em fases, de lua.

Dúvidas.

Quanto mais vivo mais divido.

Meioses ordinárias que podem me salvar a vida (para isso hei de morrer).

Elas não irão embora. Eu sei.

A cada escolha elas se multiplicarão.

A resposta não chegará nunca.

Tudo bem, com a paz que me invade, ¨tudo bem¨é o que sinto.

É tempo, outra vez, parece que sempre é tempo de fazer tudo ou nada acontecer.

Milhares de direções e eu não sou uma só.

Não sou o que pensei que fosse.

O beijo.

O sino badalou.

Eram 12 horas. Era hora de voar.

Decidi que ia morar em uma fazenda.

Uma ¨comuna¨do bem, foi no que pensei.

Hoje a idéia ainda acompanha os pensamentos do dia: soprei baixinho o nome do menino enquanto caminhava na rua.

Olhava pra outro, não parecia com ele, apenas intuí instantaneamente e o disse, não para este, não para nada que se possa entender...

Não. Não incomoda caminhar só pelas ruas no frio da madrugada.

Faz.

Fez.

Há de se entender a ¨língua¨ das mulheres, nós.

¨Os vagabundos desta noite não me atraem.¨

Deveras, tudo está presente e seguimos permanentes. A noite foi ¨achada¨ a saco e descoberta na medida.

Já perambulei, encontrei e perdi.

Amigas, mulheres.

Perdão.

Moscatel, whiskie, moscatel.

18 de dezembro de 2009

Hoje:

A primeira noite desde que cheguei na qual não arrumei a cama.

Não me importa como antes, isso é fato.

Valoramos mais quando não temos:

Saúde.

Não me importo como antes, para algo vale que os dias passem:

Mais sabedoria, assim deve ser.

Apelo aos meus pêlos:

- Me protejam!!

E rezo todas as noites a meu modo.

O engraçado é, rezo dormindo e acordo rezando.

É uma pena não poder anotar tais preces. São as mais bonitas . Para o sempre desconhecidas.

Resquícios delas se movem em outras que ocasiono desperta, mas não com o mesmo gosto das que confabulo sonhando.

Fruta de verão: Macia e suculenta, colorida e viva.

Coma devagar, desfrute-a.

Não deixe de ¨trapeziar¨ nos galhos das selvas.

Um dia tudo será história corrompida.

Um dia, é hoje.

Tudo já desabrochou.

As rosas estão por todas as partes.

17 de dezembro de 2009

Ensaio na cadeira

Pele tá ressecada e vai ficar menstruada.

Isildinha.

¨Oba, lá vem ela.¨

Se dependesse da avó, ela seria modelo, das tops.

- Qual é o futuro da menina?

A vó pergunta, a cartomante atende:

- Essa vai salvar a vida de muitos...

A menina sorri sentadinha com as perninhas cruzadas...Um bibelô.

- Médica?

A vó seduz a cartomante que a encara com olhos turvos:

-PU TA. HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA.

Risada malévola...

Bueno…

O tempo voa...O tempo é vosso senhor.

Conselhos de uma vó para Isildinha:

- Querida, cuidado sempre nas boates com as bolinhas que podem colocar nas suas bebidas...

Meses depois, Isildinha buscava nos escombros de esquinas sujas as tais bolinhas.

Doses heróicas em sua vida tola.

Saindo do transe dessa vida falsa, só lhe restava partir para uma outra mais falsa ainda, uma aonde ela só goza.

Trauma da beleza. Beleza suma!!

¨Se jogue, se afogue, se afaste, renasça.¨

Sonhou.

Se afogou nos livros, tingiu cabelos, adquiriu formato de bola e de tanto se alimentar de hormônios criou crateras homéricas por todo o corpo.

Trancafiada no quarto, este estava composto por ela, livros e uma TV 14 polegadas.

Foi o que restou de sua época junkie, o que não fora vendido, o que não fora esquecido.

A vó lamentava na sala de estar depois de uma dose, ainda com a tira apertada entre o ante e o braço, vomita:

- Antes puta do que isso.