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24 de agosto de 2009

Chaves e fechaduras

As portas estão fechadas.
Creio que vou abrí-las.
Toc toc? Não vou bater.
Vou abrí-las, explorá-las.
Se não te agrada, a mim não faz diferença.
Chame-me de egoísta, do que for.
Se não te agrada, sabe o que fazes com o teu sentimento, ele não me pertence.
São conseqüências...
Uma vez que o mundo me trouxe, quero trocar, tocar, aprender, desaprender.
Chame-me de ignorante,
pois é o que somos.
Sem medidas sigo além.
Não levo para casa.
Não tenho casa.
Não tenho tempo, quem pensa que o possui, que siga pensando, a não ser que não o queira.
A mim não importa...
Apatia?
De o nome que te agrada, eu sigo sonhando, vôo em véus de luz...
Além do horizonte, nomes, palavras, nada são.
Não vou ler o jornal.
Não me atormente com a cólera do mundo, eu não me alimento dela.
Nulo os poderes.
Tão pouco os quero.

Chame-me de alienada.
Assim eu sou... Mais, alienígena eu diria, por não ser daqui.
Mas não me excluo, ainda que não seja, daqui sou também.
Trarei lágrimas que entornarão depois de um forte enlace de nossos braços.
Panelas farão ruídos, são os aborígenes cancioneiros, os que ainda vivem na chama da luz.
Não me venha com essa, nem com aquela ou aquilo.
Sejamos sinceros ou fale com as paredes porque eu não te escuto.
Perdão, estou no céu, meus ouvidos enxergam, além de outras coisas; e ademais, não tenho tempo, não tenho nada.
Não tenho a mim, não me pertenço, faço parte.
Minha predileção é seguir.
Quero movimento.
Vamos?
AAAAle?
Lágrimas exprimem melodias.
A cada gota fotografo o possível.
Que chova.
Lave tudo.
É hora.
Não posso mais esperar.
Porque já não espero mais.
Não há tempo.
E todo tempo é tempo.

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