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27 de agosto de 2009

O dia em que Maria decidiu...


Mais uma noite fria e você nos meus sonhos.

Incessante presença.

Em multifaces te percebo, indiferente é você a mim, nos sonhos...

Desperto, não sei o que você busca.

Não importa, mas faz diferença.

Não espero nem quero, ser a única estrela ¨retínica¨ sua.

Não acredito em exclusividade é um tratamento falho.

Enquanto olho para os lados, muitos brilham, milhares de formatos.

É como uma noite de reggae no verão cálido de uma praia virgem.

Milhares de cores, cheiros, descobertas e essências puras.

Não posso buscar um sentido.

Desde que nasci sou sinestésica, creio que antes de nascer também o era.

Por isso, assim sigo me cumprindo... Ou seja, sem sofrimento...

Aceito!

Sim, posso casar.

Me dê o seu dedo, vamos rir juntos dos nossos e nos abraçar, nos perder em nossas frágeis carnes.

Até que restem dedos e nada, senão, tudo.

Vivemos, juntos.

Agora e sempre, nunca.

Sem anéis, compromisso, religião, crenças, ou o que quer que seja.

Olha, ninguém fará por mim, milagres são devaneios inconsistentes quando somente desejados, uma vez que são queridos, buscados, se possibilitam ser vividos.

Me prove com o seu olhar, troquemos essa experiência.

Brinquemos de espelho, eu me vejo em você, você em mim.

Assim nos lembraremos que não somos quem pensamos, muito menos quem vemos a olhos orgânicos.

Não espero nem quero.

Nem nada, nem tudo.

Um instante e tudo é nada e nada é tudo.

Consigo fazer me compreender?

Não é o intento.

Já foi um dia.

Me cansei.

Não é arrogância.

Já foi desespero.

São tentativas uma a uma de desprendimento.

Não exijo, não espero.

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