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7 de agosto de 2009

Ritmando a entropia

A sétima arte me encanta.

Entre crises existenciais e existência crítica, nada como se perder no achar de um belo filme.

Incrível este espaço que emociona e faz-se sentir.

Sentir só e plena.

Deixar de sentir, de ser e convencionar o espaço convencional.

Lágrimas das entranhas escorrem precisamente enxutas, num caminhar contra o vento, ¨sem lenço e sem documento”.

As identidades se perdem e desdobram-se num coletivo sóbrio, das dores e paixões compartilhadas.

Emoções a “lírios da pele” se desprendem em sorrisos e tremedeiras.

Tudo balança, o ser se altera, vibra o incalculável.

“A insustentável leveza do ser”*, o peso e a leveza guerreiam e se buscam.

Do equilíbrio pouco se sabe, pouco se vale.

O equilibrista dorme enquanto o desequilíbrio impera em ser só e, assim só alcançar a si.


*¨A insustentável leveza do ser” Milan Kundera

Piracicaba UNIMEP 8/5/08


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