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3 de agosto de 2009

Aparando pensamentos

Ninguém dá passagem, todos querem passar.

As vias estão abertas, basta apenas se alertar.

Se a dúvida é grande, a vontade se supera.

Se há chuva lá fora, aqui dentro me espera.

Na espreita vou me achando, a cada um sou eu.

Reclamações que clamam, chamam e eu vou dizendo adeus.

Sinto, mas me vou, aqui não devo mais pertencer.

Uma vez que vim de lá, ainda há muito a aprender.

Dói como choro de toxinas, gargalo da gargalhada a fio.

Sim eu sou de lá, disso eu não duvido nem poderei duvidar.

Diga que me ama, mas saiba que eu vou.

Aqui não pertenço, nem ti pode o que for.

Minhas mãos estão alheias assim como o meu intento.

Devaneios de minha mente estarão sempre presentes.

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