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9 de outubro de 2009

Acabou chorare

Não sei o que me dá...

Às vezes, não sei o que me dar.

Os questionamentos atropelam o “bom” senso e ao me sentir viva por indagar, me perco no claro/escuro da busca sem fim.

Penso que se eles não houvessem, não estivessem – os questionamentos- eu estaria morta, mais uma sonâmbula a pairar acorrentada.

No entanto, enfrentar estes monstros impregnados no ser, ao mesmo tempo que é bom, é mau.

Mau por ser difícil, mas quem/o que disse que fácil seria?

E gostaria eu que o fosse?

Não, quero enfrentar; esses dias, tardes e noites; necessários para o meu sentido maior, melhor.

Um dia como já foi e outros como serão... Muitos, mas vivendo e aprendendo, não?

Ou será morrendo e aprendendo?

Morrer do ser construído outrora, no âmbito do que não se vê, não se sente, não se sabe... Para se despertar o que se quer, o que serve, o que se vale.

Hoje morro, amanhã, não sei.

Não será o céu azul a me fazer sorrir e sim dias ruidosos e cinzas a brilhar.


BCN

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