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29 de novembro de 2009

He descubierto...

El nada.

He buscado el mediterráneo y he encontrado las esquinas donde he pasado antes.

Horas y horas, caminando, bailando en las calles, cantando, sin rumo, solo siguiendo el viento.

Cuentos, poesías, sonrisas, quiero todo, poco a poco, a ver, ahí empezó:

En el estomago no hay comida, como siempre hay cerveza, me siento flotando.

El aire si ha mezclado, el horizonte se tornaba gris, la gran lluvia se hacia próxima.

El mediterráneo se puso a llorar, intenso y rápido, nada se queda por mucho en este sitio dinámico.

Empanadas, chocolates, novios y novias, se parecen tanto…

Los respecto, los amantes y la comida, mala vida.

Por que me haz llamado?

Ya basta de tonterías, tío, qué te pasa?

El tiempo pasa y sigues igual…Yo que sé, me da igual, como mucho, me da igual. Esto sí, ME DA EN LOS NERVIOS.

ZigZagueando, voy a volar echando más y menos, así somos, así soy.

El mediterráneo.

Hoy, tan gris como las fotografías de amores que si buscan.

No me importa la lluvia, aparte de que me gusta, me integra, me hace, sí, me hago.

Viento, hable hacia mi, contesto a ti, ya lo sabes, sigamos.


Barceloka 29/11/09



28 de novembro de 2009

05:15

Tudo o que não tenho, é sono.

Vejo partículas de ar, nos ares.

Toco sua mao, incendeio...

Gozando das restrições, o dia começou na interrogação, se transformou em melancolia momentânea, para então abraçar a mares caribenhos no cair do sol; doces sonhos, cheios de realidade.

Não me tire dessa narcose(!):

Vou até as profundezas.

Bem me faz, meu bem, amor.

A mesma dor que me colocou em solo árido me sacou num instante a terras úmidas:

Amor.

Não sei aonde a cabeça pairava antes, mas agora não me importa.

Me sinto chapada e me embebi de amor. Um só, mas tão grande que pode alimentar o mundo,os insatisfeitos, mortos estarão.

É nesse sentimento que me largo sem vez à próxima rodada de dor. Ainda que venhas, há, se prepare, só vai doer, como sempre senhora, bem vinda a estância, não sei como ainda não me acostumei.

Aliás, vá te ao diabo!

Esse sim há de te fazer feliz.

Ou leve minhas lágrimas, meu desespero, meus loucos olhos azuis, verdes, amarelos, mais que tudo, cinzas a estropiarem-se em ida e vinda, voltas e revoltas.

E saibas, que acabas por vencida toda e cada vez com o meu grito-pulo de liberdade, sorrisos avoassados.

Não há o que fazer, senhora, eu vou encontrá-lo, nem que busque dentro de minhas veias e corrompendo-as acabe morta.

Senhora.

Tstststststs...

Encontre uma vida e me de descanso.


Barcelona 28/11/09


27 de novembro de 2009

Misturinha:Overdose de sensações

Que felicidade, alegria alheia que vibra dentro do poço de meu coração:

Hoje eles vão trepar.Bom.

Mesclei um pito de passado no meu presente energético, me cansou a alma.

Calma alma minha, calminha...

Em meio ao baguaçu me vi em polpa, não me sugue, imploro!!!Tenha piedade...

Me escutei falando a mim mesma, me odeio, me amo, te quero bem.

Me reviro na cidade bagunçada.

Não quero essa merda toda, não quero, logo verás, não quero.

Respiro pausadamente e profundo.

Eu prefiro levar um tombo, um soco, uma surra, do que não me dar uma chance.

Não apague meu fogo, não apago o meu fogo, só vivo na chama, ainda que embaixo d’água.

Sem negócios para o amor, não me meta nessa zona, eu cresci e isso só significa que escolho.

Ainda sim, não me meta nessa zona...


PS: Prefiro descobrir quem é você do que saber quem você não é

Barcelona 27/11/09


Está geando

Ele se senta na estátua, num po(s)te de luz.

Doce conforto, doce confronto.

Calmo em meio à loucura da cidade que dobra e desdobra velocidades tempo-espaciais.

Tua literatura nas coisas é sublime e impetuosa.

Doce conforto, doce confronto.

Tua leitura é a retórica do ser e o devaneio de não ser.

Tua leitura é a estática dos movimentos.

E aqui vou eu.

Mero conforto, salgado sejam os confrontos.

26 de novembro de 2009

Felicidade, ArteFissurar.

Organismos ambulantes.

Me larguei nas entranhas da cidade que já chamo de lar.

Percorro as vísceras encanadas, completamente aberta em fluxo alcalino, pro que der, e vier.

Agora sinto, enxergo de verdade, agora, agora, agora.

É um mundo selvagem, um selvagem, selvagem mundo!

Tratamos com animais, de gato virei tigre, floresta da vivência.

O que é natural nessa dimensão na qual vivo?

Moças se deparam com o chão, fixando os olhos, desfazem caminhos.

Esses tais moços...

Manifestam o foco ¨adelante¨.

Pisam.

Te lembra algo?

A mim cavernas.

Um ¨bliss¨de tudo isso, tudo aquilo e, a água já escorreu pela parede, feito queda d água natural.

Natureza: ¨ArteFissurando¨ meios na realidade necessária, provida pelo homem, transpassando barreiras edificiais.

Tijolos, madeira e fome.

Kioto 2:

¨Desapareceremos...Y las mariposas seguirán volando¨.*

Felicidade, ArteFissurar.

Venha para o meu mundo, doído e depravado, é um orgasmo revolucionário:

Sonhar acordada e saber aonde está sem perder o foco do momento.

Me sinto mais disposta do que nunca.


*Paul Ehrlich

Barcelona 26/11/09

25 de novembro de 2009

Sonhadora

Meu todo.

O céu, o mar, olhos profundos, me atordoa.

Noite curta, acordei, sem tempo de mais nada, só podia ver a ele, senti-lo.

Do cansaço uma pena, sentia mais hiperatividade de vácuo impedindo meus pulmões de se mexerem em ritmo natural.

O que fazer?

O que eu faço?

Nananinanao.

De nada me basta a questão.

Em hora de sonhar, é hora de sonhar, os pensamentos vez ou outra me atolam e algumas certezas regem bloqueando-os, ¨pra que complicar?¨

¨Silêncio, é madrugada...¨

E todo o meu desejo é te-lo, agora e sempre mais, cada verso e avesso de seu ser...

Tudo está encantado, a vida será lenta e o gosto será real.

Encabulada, permaneço, um pensamento basta, milhares de sorrisos...

¨Sorri pra mim?¨

Sempre, senão, é porque ainda estou MUITO encabulada...

Perigo, bateu faz tempo na porta, eu deixei entrar.

Venci, me joguei, cai.

Adoro cicatrizes.

Te Amo com a minha alma.


Barcelona 25/11/09

24 de novembro de 2009

Você

Por que justo você foi aparecer na minha vida?

Você, que cria os meus sonhos e destrói minha realidade.

Você, que é tudo que eu mais odeio, mas não há maneira de não ser quem eu mais amo.

Você, que tira meu sono, meu ar, minha paz, minha tranqüilidade.

Você, que rouba o meu prazer, faz minha perna bambear, meu corpo estremecer, minha boca calar.

Você, que leva contigo minha atitude, minha serenidade, minha segurança, e deixa apenas meus vagos pensamentos.

Você, que oculta sua vida, que me oprime com seus belos olhos, faz de mim sua eterna escrava.

Você que é meu pensamento de todo o dia, o dia todo, minha loucura, minha paixão, meu mais puro desejo.

Você me deixa triste, sem esperança, sinto-me desprezada, uma qualquer.

Você me faz mal, e ao mesmo tempo parece compensar com uma dose do seu bem.

Você, que ora me faz sorrir, ora me faz chorar.

Você, que me proporciona momentos de prazer, e ao final me mostra o tamanho do meu engano.

Você, que me entusiasma, e não se demora a me decepcionar.

Você que parece me amar, mas insiste em relutar.

Você me olha e me faz sentir a mulher mais interessante e completa desse mundo.

Você é de quem meus olhos não conseguem despregar, mesmo sabendo que não sou correspondida com o mesmo olhar.

Você que poderia ter qualquer uma, mas não tem ninguém.

Você que se satisfaz com tão pouco, e eu que te desejo muito.

Você, que parece gozar da minha solidão.

Você, que me machuca mesmo estando tão longe, quando te sinto tão perto.

Você, que é tudo que eu nunca quis.

Você, que é o que eu nunca imaginei que pudesse querer.

Você, que nesse momento é tudo o que eu mais quero.


Sampa, Jd. da Glória 01/10/2001


Apagaram tudo

Eu preciso te falar...

O deserto foi inundado num pântano e o meu desespero era estar aqui e ali ao mesmo tempo.

Pobre do tempo.

Confuso deve estar, tenta agradar, não sabe por onde, vai margeando beiras incomuns.

Preciso te contar:

Não sei em quem você pensa.

Sou ruína mal tratada, sou existência falha, um ¨bebum¨ sórdido e sujo que vive nas esquinas das coincidências.

É, eu preciso amamentar ações, tive delírios na noite longa, estar aqui, estar ali, estar, não estar, estive dopada, e ainda sim doeu.

Maus olhos teus, me ilustram princesa guerreira, não passo de um pedaço de carne se encaixando no mundo moribundo.

Você pode enxergar isso?

Contos de fadas re-contados como lixos de carochinha.

Venha para a lama do meu quintal, não se assuste ao se dar conta que o cenário sai caminhando de fininho e rápido, só sobra, a sobra do todo que resta.

Minha alma ferve.


Barcelona 24/11/09


22 de novembro de 2009

Aconchego salino

Superando a preguiça, venci os lençóis.

O rei está no topo a brilhar, estende suas mãos para bailarmos a vida.

¨No tears, no fears, remember there’s always tomorrow…¨

Ainda que não haja o amanhã, as grandes doenças desta era me tornam guerreira nata da revolução contra o medo e a preguiça.

Antídoto, armas: Amor.

Esse ruído da calmaria brande no mar que desliza em rochedos a beira dos pés de meus ouvidos, me eleva a planar na distância próxima do amor.


Kavala 11/11/09