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28 de novembro de 2009

05:15

Tudo o que não tenho, é sono.

Vejo partículas de ar, nos ares.

Toco sua mao, incendeio...

Gozando das restrições, o dia começou na interrogação, se transformou em melancolia momentânea, para então abraçar a mares caribenhos no cair do sol; doces sonhos, cheios de realidade.

Não me tire dessa narcose(!):

Vou até as profundezas.

Bem me faz, meu bem, amor.

A mesma dor que me colocou em solo árido me sacou num instante a terras úmidas:

Amor.

Não sei aonde a cabeça pairava antes, mas agora não me importa.

Me sinto chapada e me embebi de amor. Um só, mas tão grande que pode alimentar o mundo,os insatisfeitos, mortos estarão.

É nesse sentimento que me largo sem vez à próxima rodada de dor. Ainda que venhas, há, se prepare, só vai doer, como sempre senhora, bem vinda a estância, não sei como ainda não me acostumei.

Aliás, vá te ao diabo!

Esse sim há de te fazer feliz.

Ou leve minhas lágrimas, meu desespero, meus loucos olhos azuis, verdes, amarelos, mais que tudo, cinzas a estropiarem-se em ida e vinda, voltas e revoltas.

E saibas, que acabas por vencida toda e cada vez com o meu grito-pulo de liberdade, sorrisos avoassados.

Não há o que fazer, senhora, eu vou encontrá-lo, nem que busque dentro de minhas veias e corrompendo-as acabe morta.

Senhora.

Tstststststs...

Encontre uma vida e me de descanso.


Barcelona 28/11/09


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