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18 de novembro de 2009

Conselho de viajante...

Obs: Se conselho fosse bom, não se dava, se vendia, meu avô já dizia.

O 1. passo para entrar na cultura alheia é se aprochegar no intento de, talvez entender como funcionam as relações sociais dali.

Vá ao supermercado, busque o que te interessa, eu vejo preços de coisas que compro normalmente, as novidades, as mercadorias locais, ah, e principalmente, sempre ao entrar, seja grande ou pequeno o mercado, olho para os atendentes para saber se o meu "oi", será um monólogo.

Observo as pessoas também, vejo com quem estão e se compram demais ou de menos... Eu sei, sou doente da cabeça.

Quando vou pagar e tem gente na frente, não posso evitar reparar nos produtos que eles compram...

Enfim, o supermercado é uma boa pra começar.

Ao sair ou entrar, repare se há alguém tocando violão, acordeão, chocalho ou qualquer outra coisa em troca de $ ou de um sorriso.

Atenção:

Na maioria de minhas experiências, notei que esses tais tocadores de esquina de mercado não são do país ao qual corresponde a localização do tal mercado.

Interessante, não?

Só sei que de mim eles receberam moedas e sorrisos.

O 1. passo se acaba aqui, ou ate onde você quiser extender-lo.

2. passo

Saia pelas ruas mais movimentadas (se houver) e descubras os eventos que acontecem por lá, não precisa necessariamente entrar ou pagar, só dar uma passadela e sentir a atmosfera. (repare no que quiser)

Comunicação:

Pedir informação para uns locais, sentir como a galera te trata, perguntar pro segurança na língua dele aonde fica o banheiro (ou outra coisa qualquer) e fingir que entende e, ainda, na língua dele, agradecer por educação.(Ainda bem que as pessoas gesticulam)

Não esqueça, ainda no segundo passo, de visitar os lugares mais vazios, geralmente, são os mais bonitos, calmos e interessantes.
O 3. passo é crucial.
Encontre um imigrante, trabalhador, que não esteja nem perto de pertencer a classe média e pergunte sobre visão dele a respeito do país, cidade, estado, whatever, no qual você se encontra.
Encontre outro que seja nativo, faça igual.
Eu acredito geralmente no imigrante, tomada por minhas últimas experiências, mas cada caso, é um caso.


Thessaloniki 18/11/09


2 comentários:

  1. Alê, que saudade menina!!!
    Como você está? e a dona Déa?
    beijos da Camilinha :)

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  2. Achei ótima sua explicação, é isso mesmo!

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