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12 de novembro de 2009

Crítica ao improviso

Longe de ¨Serenice¨, almejando o estar com ¨Clevirsa¨, em estado de contato psíquico permanente com ¨Azeitina das Oliveiras Helênicas¨, mais um sol se pôs.

As pérolas são valiosas e a elas devoto O amor.

Subo escadas, canseira me persegue, paro no meio e inicio um monólogo dramático que só se transforma em alegria ao dar início ao próximo passo.

Não pare, não paro.

Meu coração esta formado num palco esplêndido de platéia ansiosa para a próxima apresentação.

Se o show não se inicia é porque nunca se acabará....Essas coisas do coração que nunca terminam, se alimentam; não diferente das questões, não se acabam, não me sacia a conformação.

No céu, estrelas companheiras em movimento.

Ao chão, pedras preciosas aguardam por quem lhes dará o amor e o respeito puro.

Puro, é o meu desejo.

Arrombando portas, me assisto tombada num amanhecer sem revoltas, sem receios, sem remorso.

Alerta.

Fazemos um filho.

Um filho feito de mar.

Alertas.

Sugo a sua melancolia e ei-de expelir-la como música.

Melodias vibrarão para sempre nos ouvidos apaixonados.

¨Vamos fugir, me dê o seu amor...¨

Até então estive contente e decidida a caminhar em dois pés sós, agora, realizo um vôo em seus abraços, rasantes pelos cosmos, um pouso em seu ouvido, num sussurro de maré...

Danço para ti a dança que só a natureza conhece, me coroei rainha e rendi-me ao prazer de navegar no desconhecido que há em mim.

Fortalezas e buracos sem fim.


Kavala 10/11/09


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