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15 de novembro de 2009

Nem vem que não tem

Alcancei as raízes outra vez; embaixo dum teto sem fim e d'outro sem paredes, me refugío no frio.
Brinco com a solidão.
Os p
ássaros ainda cantam, mas, que horas são?
O sol j
á se pôs, o frio se instalou, achei que tinha fome, descobri, já sabia, na verdade, queria você.
Que vontade de vumitar.
Palavras mal tragadas, mal desenhadas e esse bando de hip
ócritas aí dentro, no quentinho.
Me recuso a entrar, agora sou eu, o frio, a brisa maritma e o rebento de minha exist
ência.
Ainda que destine para(r) mim (n)um fim f
ácil, também recuso.
Recuo, não deste sentimento, pois solto fumaça pelas narinas, inverno?Ha, não.
As turbinas falham e estou
a deriva do desconhecido.
-
É tudo o que eu tenho, as turbinas falham, a beira do desconhecido.
Ontem no porto haviam pares. Formatos em sorrisos, me encheu, alegria
Fot
ográfo o momento com olhos de águia.
Na esquina, hoje, captei desencontro, não h
á de ser mau com tanta cegueira nesse vai e vem de maré humana em seus casulos artificiais.Tão pouco há de ser natural essa merda toda.
Mãos geladas, meus dedos não podem mais, minha alma des
água.
Me restou a telepatia, da voz, os surdos ocupados não se interam.
Diferente de ontem, não vou sentir nenhum entusiasmo, nenhuma emo
ção de montanha russa.
A queda livre nem sempre
é escolha e "o que vai vai, o que vem vem".
Teletransporte para anestesia curandeira, me d
ê!
Abraçando desconhecidos, posso tentar recuperar rest
ícios de minhas partes pequenas, pequena para este mundo.
Pequena e fr
ágil como isca de pescador.

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