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27 de dezembro de 2009

Mar de gente soterrada

O dia é Radio Head.

A tarde apenas nasceu, mas hoje tenho certeza, para um dia inteiro, é um dia de Radio Head.



Preto e branco e ¨slowmotion¨

Boca vermelha

Lento os movimentos

Frio e chuvisco

Rabanada e sushi

Prosa poética

Na cabeça, música

Muitas delas

Na cabeça, sonhos, idéias, ilusões, conclusões e invenções

Peço ao papai Noel:



- Mente, me dê descanso.



1, 2, 3

Hora de dividir o pão

Crianças, ruas, adultos

Idosos, pobres e ricos

Distrações em vitrines e tudo isso embrulha o meu estômago



¨A volta dos que nunca foram¨



Envolvi o pano em minha cabeça e o cigarro andava na mão em minha frente, como maridos na Arábia.

O sangue estampou no pano branco.

Reumatismo:

Caiu no chão...Efeito separatista, política capitalista, abominável o crime.

Sujou de sangue...

E pode ser que ela nunca mais será a mesma, pó, pode ser que ela não será mais.

Como pode ser que o ¨dia é de natal¨ e o sangue se arrasta pelo mundo todo.



É Radio Head.

É natal triste que todos disfarçam como em todos os dias.

Mesmo e ainda sim:

O que fazer?

É apenas mais um dia de Radio Head!

Aproveite a ceia, abrace os amigos, divida as biritas e o que mais puder...

Amor, por todas as partes.



Sou o escarro da humanidade e não acredito nela. Creio no espírito que nela se contém (ta?).

Estrela de minha própria vida: Maldita bastarda.

Que prognóstico conformista:

¨O futuro deus reserva...¨


24/12/09

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