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21 de dezembro de 2009

Pré faço


Essas lembranças são etéreas, se identificam no meu ser e na minha ausência.

Minhas vontades, meus caprichos, minha vida, minha morte...meros temas passivos, porque passam, só e apenas.

A cada página encaixo uma peça, faz-se a luz e organizo-me em desorganizar.

Quero peças, livros, fábulas, espetáculos, o que for, tudo isso e só, faz parte de mais um estudo, que poderá ser desenhado, escrito, comentado, desfigurado, aclamado, refutado, mas infindamente e só, será sentido, por mim.

O intento é não ser e por não ser ele justamente existe, vou desfrutar a alegria de devanear em ir-me sem a angústia de chegar.

Tão pouca existência e já tanta história...tão pouco tempo de vida e amores tão sofridos, tão sortidos que até se sente o gosto e unidade de cada, pelo desfrutar do simples pensamento.

Quantos não souberam, duvidaram ou disseram que daqui não são? Essa questão já não importa mais, apesar da pouca idade, pouco que sei do muito que há, já sei, sei que cada vez mais saberei menos, sempre soube.

Humano, ¨oh humanidade¨, que pensas que nada sabe, no entanto goza e chora por saber. Os amores me fazem chorar...todo o tipo deles, inclusive os alheios.

A dor do mundo é jorrada na minha carne e não por “carma” mas sim por minha vontade, eu a deixo chegar e tento filtra-la para burrifa-la em torno de algo que se possa modificar.

Sofro muito de amor e tenho prazer nesse sofrimento que tantas cores me traz, tantos oxigênios que se deixam para trás e tudo se re-descobre como um novo nascimento de vidas e companheiros do passado.

E me apaixono, como me apaixono...por mim, por vc, pelo chão, pelo céu....são tantas pessoas, tantas luzes, tantos casos não acasos...músicas, nós, meus queridos amigos...

Rostos que antes traziam tristezas apesar de certezas estagnadas, hoje sorriem a instabilidade do acaso e amor desprovido.

A ventania toma conta de todo o corpo e quando olha-se, sabe-se sonhando ainda que acordado.

Sonhos...ah os sonhos, o que nos dizem os buracos negros no universo?

Por essas noites, 15/02/2008, sonhei que estava num lugar agradável com pessoas muito amigas, porém algo me incomodava, um antigo amor que não me deixava ir, apesar de ter-me e pouco mostrar querer. Pois bem, minha face pálida se desviava e o resto de mim foi de encontro ao berço, ao mar, boiar, olhar para o céu, muito providencial. Quando então algo, força maior, virou-me por toda de ponta cabeça, onde por um instante fitei o fundo do mar e em seguida a imensidão universal onde eu estava mergulhada e todas as energias em forma de explosão que lá estão. Não sabia se aquilo era a morte, mas era algo que nunca havia experimentado,ainda que sonhando.

Um rapaz, muito familiar, mas pouco conhecido puxou-me de volta e cantou-me um trecho de uma música que não nessas palavras dizia “O tempo é curto, por que não aproveitas?¨ E então beijou-me e abraçou-me.

Poderia organizar me em explicar tudo e todos que este rapaz representa em minha vida/morte/sonho/experiência, enfim, não quero integrar/organizar os pensamentos de tal maneira a essa, porém cuidarei para repassar e fazer sentir por outra forma, em outro conto, figura, tempo ou espaço.

Que se sinta.

Faço uma dedicatória mais que especial pela minha vida e minhas obras, todas elas, vidas e obras, ao meu maior incentivador, pai, amigo, irmão e todo e qualquer nome que se de a algo enigmático e máximo, meu avô.

Minha família, toda ela, meus amigos, todos eles.

SAMPA 19/02/2008

Um comentário:

  1. Adorei o que li, vc conseguiu transmitir mto bem, o que tem passado e suas experiências. Te amo filha

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