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9 de dezembro de 2009

Santa matutina

O ralo entupiu e coloco minhas luvas.

Meus olhos precisam de descanso...

Não vou cerrar os ouvidos quando o sol cresce no horizonte tremendo

A música do amanhecer não exige nada mais do que contemplação

Um templo num espaço avesso:

Ele caminha junto aos meus pés, meus sonhos, meu olhar é real.

Todos os meus antigos amores se uniram num entardecer e, a amizade foi eternizada para sempre.

Num pito de silêncio o sol se pôs e a calmaria reinou nas águas.

Escutei palavras sábias, depravadas e embriagadas na noite a fora.

Essas, as loucuras avessas dum mundo pouco acreditado por tantos

Sexo.

Amor, compreensão e trocas, falta algo em muitos.

Que retardação absoluta, sentada na minha mesa poética, proferindo a profunda natureza das palavrinhas: Esperança e paz.

O bar é instinto e o calor perpetua a quem se dá a mares a navegar, por mim, agora negados em aceitação voluptuosa. (Não mudarei o mundo está noite, mas preciso dar ouvidos as minhas próprias palavras, mudo o meu mundo)

Na minha atmosfera, o que está cravado em minha alma é a tua.

E fodam-se os bastardos de olhares adjacentes.

A música do amanhecer fez amores antigos fundirem-se em amizades ternas.

O amor que tenho pelo menino é zelado pela luz do sol.

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