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31 de janeiro de 2010

Em cantos

Abstinência de temores !!


¨Give me some time to think…¨


E eu não penso em nada…Que meditação liberta.

Músculos não param de trabalhar involuntariamente.


Na passarela flores caem ao solo... Até formar piscina de bolinhas (perdi os tamancos e encontrei uma ¨chinela¨)


Aaaaai, o verão...

Se eu vivesse só por esperá-lo estaria perdida:


Passo 1: Crise financeira

Passo 2: Crise econômica

Passo 3: Crise social


E aí... Revolução ?


O verão depois, o futuro também:


¨Venerado verão, enquanto você acontece , por favor, espero não esquecer-me de usar protetor-solar! Rir até cair de bunda no chão frio e molhado e ali permanecer até as risadas escorrerem do meu nariz; como escorregam as gotas que permanecem na lei gravitacional.¨


Um grave e intencional outono- inverno.


Grave pela beleza, a sutileza do peso, a vermelhidão branca que há na vazão do ¨intro¨ em todos os âmbitos.


¨Leave me like they left me here...¨


Pra morrer e viver.

27 de janeiro de 2010

Da boca pra fora

É inverno duro que marcha calado na nossa ausência.


Tudo que vem de dentro, simplório e verdadeiro.


Indago a dama:


- Qual é o seu maior sonho?


¨Casar e constituir uma família...E o seu?¨


Me ofusquei...Não sei por que nem como, mas aí já não estava mais eu...


- Também.


Fui eu quem disse isso?


Afinal, me estranhando no mesmo momento em que as palavras saíram da boca e pensando um pouquinho mais depois...Revelando o ¨governo¨ de meus pensamentos anárquicos, a resposta? Só faltou dizê-la sem mais nem menos...


¨Meu maior sonho é ser trapezista no ¨Cirque Du Soleil¨, mas falando em sonhos, e em grandes sonhos, eu tenho muitos...¨

26 de janeiro de 2010

¨Milan¨ me

Como agulha friccionando na pele, tinta tilinta .

O que você quer de mim?

Navalhar minha crosta e se infiltrar no meu ¨infinito particular¨?

O papel que raspa nas costas feridas traz um arder tragável; caras e bocas.


Todos os poros respirando desinfetante natural generalizado, só pra depois, me jogar na lama novamente.


Ahhhhh vida vadia, moribunda, pelada, minha vagabunda...


Posso começar beijando a sola de seu pé, envolver em meus lábios cada dedinho seu e desbravar lentamente suas pernas com garras suaves, descobrindo seus cheiros, com olhos atentos nos teus.


Seus joelhos....¨Ai, os seus joelhos...¨São mediações para penetrar no caminho de suas coxas...Neles, eu faço uma parada especial. Acaricio com meu rosto todo respirando fundo e pausadamente.


Rumando ao norte, vou confessar, a paciência se esgota e minha gula se torna infame. ( A inteligência intuitiva de criança se acaba)


Uma pressa entusiástica hormonal se apodera de mim, tudo isso, ainda nas coxas. Espremo- as com mais força do que tenho, você, vida, você geme pra mim.


Na direção de seu sexo, não há pudores, nem decência, aqui estamos, e você sorri pra mim.

1,2,3,4


Seu corpo se entrega por inteiro e sua coluna se move ondularmente enquanto me inspira a música que você sopra nos meus sentidos que te tocam.


Mãos, no seu umbigo, se esparramam para o ventre, para as extremidades, apertos aconchegantes.


O meu carinho sobe com dedos sensíveis e leves até os teus seios que tanto aprecio, cada contorno, o volume, as cores, me perco neles e você, vida, em mim, sem resistência.


Línguas e mãos, dedos e beijos, eu te tenho toda minha e posso gozar de te sentir assim tão perto e permitida.


Ombros largos, não é a toa que você carrega tantos...

Eu te estendo a sentar-se antes de chegar ao seu ápice e me apodero de suas costas com carinhos inesquecíveis, abraços cheios, beijos inflamados, todas as partes do meu paladar degustam todos os seus gostos coloridos.


Macio novamente, você mal consegue respirar, não esperava isso de mim, não é?

Mas você que me trouxe e eu só quero dar prazer...


Seguro seu quadril e te coloco em relaxamento horizontal; deslizo minhas mãos suavemente pelo seu rosto, o cabelo cai para o lado, você sonha, e sente cada toque que passeia por todos os teus caminhos com sutileza e intenção.


Eu beijo a sua boca, de todas as formas possíveis...De todas, todas...

Leve

Pesado

Gosto

Transtornado

Em outro plano eu puxaria seus cabelos só pra grudar tua cara na minha e não te largar

Em outro plano eu talvez nem exista e você está aqui minha

Te beijo, saliva, gosto de amor

Gritamos, gozamos, você mais, você desde o começo, eu agora, eu, eu, eu subi até aqui torneando e enredando seu corpo e, eu , eu, de repente me vi cinza, de repente não me vi mais, foi um instante de arder de prazer, um instante onde alcancei o infinito do paraíso e assim, eu simplesmente, cai.

19 de janeiro de 2010

Esferas de prazer

Sempre que eu ouço os ¨loucos¨ gritando risadas e cantando músicas ali fora quero me unir a eles...


Rebuliço em mim


O saxofone quase ¨trompeteando¨

Lugares aonde há demasiada burocracia me fazem sonhar loucamente.


Na fila de espera

Com uma senha na mão

Me desligo da putaria mercantil que ali ocorre


E vivo um mundo

I N C R Í V E L


Nada se compara...

O tempo passa

O vento colhe e esparrama


Um grãozinho mais...

No prato satisfação

E exageros


¨Em boca aberta entra mosca¨

¨Alguns fritam e comem formigas¨


A flauta

Doce e transversal


Introduzida no meu momento

Toca fino e variante


Aprochego de amante


- A vida sem fim.


É o que parece em alguns dias, nuns mais, noutros menos.


Casa.

É pra onde eu quero ir.

18 de janeiro de 2010

Da onde vem

É um chão sabido

Uma cortina travêssa

Um céu a descobrir

Um mar de envolvimento


Emoção

Brindes e auto-tapa na cara

Sem chá

Pés no chão

Mas ¨allá¨

Vôo sem circuncisão


Pra fora tudo de fora

Dentro espírito mais que sentimento

Tribos trilhando

Lembranças e anemia

Ritual deliberado


A comédia da guerra

A pobreza do cemitério

Fincado no peito

Um desdém i-natural


Despe a mágoa

Calibra um copo meio vazio (.......................)

(P) A ciência

Responder será um abuso?


Os abusos são permitidos aqui…


Finalmente, me arrastando em larga espera, essa noite volto para o ¨Garcia¨.


O ¨Agrestes¨ aéreo de minhas tormentas foi passear.


Não sei explicar:

Tudo precisa de momentos.


Diversificando mistérios, voltei ao ¨box¨ dos ¨pró-jeitos¨.


Ajeitando aqui e ali, apenas aproveitando o momento;

No qual creio que a lua não está cheia e que algum alinhamento cósmico permite que a inteligência entre em ação, já que a entropia de tudo saiu pela porta dos fundos, apesar de ter-la deixada aberta.


Mergulhada no mundo de tintas florais e matérias ¨primas¨...

...Aqui vou e hoje já é dia de começar tudo outra vez.

16 de janeiro de 2010

Vento solar

¨Uma nova vida se instala nos procedimentos do mundo¨

Nessa noite, se sentia que tudo será eternamente jovem.


Alguém disse:

- Você, sim, você! Você, é alguém!


Observava os rebuliços epiteliais (simbolicamente transformados)

Todos buscando o calor do sol, das novas formas de vida, vidas vividas que antes de partir desta, querem viver essa.


Uma satisfação unânime na platéia:

Quando o surfista ¨dropa¨ uma boa onda e com confiança mostra saber o que fazer nela.


Vida unânime.


$%&/&%/(())====???¿%%$·””!


Previsão:


¨Today, big waves in the center of my heart¨.

6 de janeiro de 2010

A esquina do desencontro

Tudo ressoa sóbrio e não há espaço para planificar a noite. (Uma gaita me chama lá fora e, eu que pensei que a noite estava no casulo...)


¨Me deito em minha cama de névoas, aguardo ser engolida pelos sonhos.¨


De fato, não foi assim.

¨Bença¨ irmandade!


¨É bom te ter aqui.¨


Vim e vou preparada par dar colo, entendi e senti que não obstante da minha força, também preciso de um.

De todas as casas, nas suas estarei. Na minha não há comodidade, não com o vazio que preencho com minhas palavras, pinturas, melodias e intenções.

Se eu regar uns e outros em auroras que não exigem ¨soledad¨, pois aí sim minha casa será, minha, sua, nossa.

Amor, penas e pernas:


¨Me de um muito mais disso, se puder. ¨


Vôo amanhecida, um estado sublime circula em minhas veias, é sério, é quieto, sabido e contemplando, é calmo, mas se esculacha na risada se puder.


¨Bora viver a vida!!¨


Assim fui recebida no portal onde me encontro:


- Bem vinda! Você, como nós, é mais uma de nós.


De repente acontece.

Olho para o céu, cerro as pestanas, vento bate calado e frio, luzes dilatam nas dimensões não vistas, o queixo se eleva, os braços se abrem; tudo numa sincronia leve, leve.

Naturalmente, o sorriso é estampado no rosto:


¨Tudo o que me escuta, me entende e me sente é o que quer que seja que se dá a este instante.¨


Agradeço.


- Brisa, leve esse doce momento aos olhos de quem sente, atravesse os mares, afinal, ...¨coisa boa brisa eleva...¨

3 de janeiro de 2010

A quém se chama ¨ piegas ¨


O que fazer do tempo com ou pouco tempo..?

O tempo que desdobra

Sobra

Passa rápido divagando

Fatias do espaço

Planos contra feitos

Seios

Mãe d água

Eu sei, eu sei, eu sei

A janela engana cinza

O céu admirado canta

Em coro, cores, cortejando o dia

A manhã do amanhã, hoje

Eu paro e penso

Venço, tento

E se todos estivessem aqui?

Porque estão, vivem em mim

Cada sorriso, sentido

Cada lampejo, trovoada

A chuva molhada é vazio que cabe honesto

Pra onde vai o vento que atravessa o meu momento...

Luzes

Eu preciso (re)nascer

Das gotas um coração

Na medida

Um irmão

Um afago

De colo hormonal

Seu deleite

Estou pura

2 de janeiro de 2010

Na fila

Na minha cama sexo tolo

Na minha cama homens

Nenhuma razão

E o conforto nulo de tempestade na solidão


¨Saia daqui!¨

Te trato com amor...

Mas você não é ele; triste

Mas ainda é um alguém

Trato com amor...


Esperei, esperei e nada mudou

Que fazer agora?

Tudo parece tão sem graça

Quero sair mas não consigo


- Com licença: Você poderia abrir essa janela por favor? Eu gostaria que entrasse algum tipo de ar que eu possa respirar ...!


Estou no meu palácio ilhado

Não sei qual é o próximo passo

Hoje, tudo o que eu quero são abraços

Por favor me ame, me abrace, me trate bem, me esprema viva

Quero engolir o que possa do amor e não viver para nada mais.


1/01/10