eXTReMe Tracker

6 de janeiro de 2010

A esquina do desencontro

Tudo ressoa sóbrio e não há espaço para planificar a noite. (Uma gaita me chama lá fora e, eu que pensei que a noite estava no casulo...)


¨Me deito em minha cama de névoas, aguardo ser engolida pelos sonhos.¨


De fato, não foi assim.

¨Bença¨ irmandade!


¨É bom te ter aqui.¨


Vim e vou preparada par dar colo, entendi e senti que não obstante da minha força, também preciso de um.

De todas as casas, nas suas estarei. Na minha não há comodidade, não com o vazio que preencho com minhas palavras, pinturas, melodias e intenções.

Se eu regar uns e outros em auroras que não exigem ¨soledad¨, pois aí sim minha casa será, minha, sua, nossa.

Amor, penas e pernas:


¨Me de um muito mais disso, se puder. ¨


Vôo amanhecida, um estado sublime circula em minhas veias, é sério, é quieto, sabido e contemplando, é calmo, mas se esculacha na risada se puder.


¨Bora viver a vida!!¨


Assim fui recebida no portal onde me encontro:


- Bem vinda! Você, como nós, é mais uma de nós.


De repente acontece.

Olho para o céu, cerro as pestanas, vento bate calado e frio, luzes dilatam nas dimensões não vistas, o queixo se eleva, os braços se abrem; tudo numa sincronia leve, leve.

Naturalmente, o sorriso é estampado no rosto:


¨Tudo o que me escuta, me entende e me sente é o que quer que seja que se dá a este instante.¨


Agradeço.


- Brisa, leve esse doce momento aos olhos de quem sente, atravesse os mares, afinal, ...¨coisa boa brisa eleva...¨

Um comentário: