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30 de maio de 2011

Nu sucinto do prolixo

Antes tudo era motivo de motim dentro de mí.



Festa duradeira rará...


O mesmo que "sencontra" na feira.




Nervos apitam:


Voluptuosidade.




Dú abjeto um Nelson suburbano




(E meu escopo é por sua atenção)


Antes que tudo se torne vetusto, um curta que passou.


Ocê só quer saber de bola

Ela, de você.


De orvalho amanhecido inerente a tí, empírica e ambulante.


Na retórica do viver,




sem tantas umbilicistas palavras,




Ofereço o meu altar.


30 de abril de 2011

Vir

No trote desse caminhar...


A vida é um galope,




Golpe que se fa passar:


Sem tempo para realizar, toda à confusão.




O ponteiro pede tempo, prorrogação e condição. ...


!

O tempo só diz que não.



24 de abril de 2011

Confissões de uma Emília

Desisto de tentar
Nesse beco escuro
Nesse mar de ilusão

Os peixinhos livres
Não são
Num cruzamento de luzes frenéticas, dinâmicas e impulsivas e comportamento rebelde; não a criança, não ao adulto, não ao sonho.

Não há solução, não há remédio, a vida não é matemática, farmácia então...

A ordem dos fatores, SIM, altera o resultado da equação.

As drogas estão liberadas, em todas as casas, todos os dias.

"Fugere urbem" já.
Como água no solo de terra, permear caminhos e voltar pra fonte...
Tudo bem, seguimos pelos cantinhos...

Olhe: A vida não é linda?
A natureza é perfeita.

Me chamou de genuína e era um dia daqueles.
De paz, leveza, alegria e harmonia...
O céu aquece fontes e há desespero na cidade, inferno profundamente conhecido.

25 de março de 2011

sem

Tem dias que a noite...foi louca
E os pulmões se levantam sem despertar
Vontade se cala

O tudo de bom disso
O vazio de tudo isso

Escorrendo na remela
No pigarro do ócio
No gozo do velho tarado

Da mente de um descarado
Fluxo e caminho: Vazão

A mercê da vida pode estar em um copo de cerveja, numa religião ou filosofia, num badego semi apagado, na concha desvanecida

18 de março de 2011

gota d'água

Nú crepitar da madeira
Vento uivando na porta

A falta do que não sobra
Na ostia de um sacerdote

No pudor da linguagem mamada
Garrafas de vinho quebradas
E sangue do aborto em lágrimas

Gotejos ostensivos em misericórdia
Formam cápsulas que transformam a física quântica
Em acesso nu ao esquecimento

A fita rebobina

E toca outra vez sem ninguém
Dar- se conta

15 de março de 2011

Baião

É beijo na testa
Alcoolismo em manifesto
Pássaros que migram
E verão que se enreda

É comida escassa
Uma sobra refogada
Amor calado e viril
Café e cheiro de sola de sapato

É medo de errar de novo
É medo de acertar
Invernar em ossos
E a vida fantasiar

Dar um grito
Chamar todos de loucos
Estúpidos envasados e
prontos para o consumo

É chama de lamúrias
Vontades ultrajantes
Falte de ambição
E sede de conhecimento

Poesia de cordel
De haicai
De Vilancete
Ah! De Jobim

É vida curta, agora ou nunca.

10 de março de 2011

Poção

Gosto do movimento do meu esconderijo:

- Todo dia ela veste suas traças e apanha sua guitarra...
Alcança o infinito (!)

- Dia todo ela acolhe tua mágoa:
"Olha pro céu!Eu sou o chão".

- Dia todo as idéias vibram na arpa .:.
A lira gira, ira...

Gosto do movimento do meu esconderijo:
Ele é o nosso ser de não ser mais o que se dirá ser.

3 de março de 2011

Enfim, soou

Maria sorriu outra vez.

Trouxe ensinamentos que vagueiam no ar, mergulham em mar, salpicam na terra e ardem no fogo.
"A quanto tempo essa mágica não me acontece?"
Franziu o nariz.

É preciso caminhar para ter uma conversa plena com as borboletas...
"Mover montanhas" para entender como um espaço físico te acomoda.
Ir em profundeza Antártica para então conceber uma erupção cálida.

A mente, é um objeto da gente.

1 de março de 2011

Tango é pra dois

(...) e na minha alma só crescem flores
Será isso o futuro?

Duas estradas
Contínuas, largas, intensas se comunicam
Se suplicam, entendem o corpo, do corpo
A voz que se altera, megera se amplia

Nããããããããõ!
Viver sem errar é o limiar da loucura!!

Pedi com toda a fraqueza de minha força, um abraço apertado
Um beijo calado
No pálido vento estilhaçado

No amargo de nosso âmago
Na sua fúria calada
Na insistência, minha, em rebocar o passado pra perto da minha incoerência juve(s)enil

Por favor, não se torne o que eu não quero ser.

Pedi, pedi, me perdi...no céu e no chão

Um clarão assombroso a conversar comigo, amigo, anoiteénossa

Delirante em cena - fecha os olhos e volta-se para si -

A água nos conduz a tecer fios de lira
Meus radiadores estão em pólvora

Tecer


E a noite vai e a noite vem
O que não se tem, no que se contém?

É querer só um
é um querer agudo

É um fio e um raso
rios de descaso (...)

22 de fevereiro de 2011

Amor e travessão

Nas buzinas do amanhecer
Na calada noite

O galo canta em hora avessa
- Arranho o céu -
Ele te espera!

Cumpadi de outrora
A Ela, glória!

Um amor desses que nem o amor explica
Uma explicação dessa, como a sucinta

Te (e)levo em todo o meu viajar
Onde a distância nunca entrará

14 de fevereiro de 2011

Varejo na carne

- Me oprima mais um pouco.
Sorri molhando o rosto de sal.

Ela diz... "És assim, muito intensa, não busque explicação".

Numa anunciação simples e amena, as gotículas de água chegaram cantando macio, fino, leve...a luz se mostrou no horizonte. Trovejou ríspido e cru.

Abriu a gaveta: Dor se fez.

Há meia história sem fechadura - a noite ela perdura - perdão.

Se as suas paredes falassem, elas gemeriam...
Segredo eterno de uma mente sem lembranças.

A gaveta fecha em ressalva (...)

...o vento ainda sopra, a explosão se cansa do próprio consumo.

Choque em pele quente, úmida, exalando o gostinho do mar

num encontro fresco de rio em calcário.

Deixe tudo se le(a)var.

Nasci pra sentir esse vento,
me reviro nos teus versos avessos.

10 de fevereiro de 2011

Bruto teor do querer

Eu
Quero copia-la
Ser-la
Respirar-la

Ela corre
E para
Vem
Me massacra

Me ara
Entorpece
Derrama-se em meus poros, entupidos, em chamas
Clama um adeus sóbrio e corrompido

Devassa

Esculpe no meu corpo
A minha destreza

Sua

4 de fevereiro de 2011

Bailarinar

Preciso abafar sentimentos
Superar toda essa emoção
Afiar todo pensamento
Vazão, vazão

Explodir, encarnar
Enquanto a carne sucumbe ao pó
Poeira escorre no ribeirão...

Gentil estrela, perdão.

Meus braços enroscam nas pernas, feto
O queixo e o calcanhar estão cênicos, foi-se

"Estou dançando"!!!
Atmosfera numa tela táctil
Onde sonhar é preciso e viver é.

27 de janeiro de 2011

Nú i Vento

Tempo curandeiro
Guerras vem abafar
A flor da menina...

desabrochar

Releituras do passado num tom peculiar (...)

"Pediu-se ajuda"
Escuta?

Relâmpagos anunciam - uma outra guerra se inicia -

Costurando o passado: Há retalhos que não vingaram...
Customizando o presente: O que há de mais íntegro no que se faz ausente...

O "gatuno" ainda impera, ainda
Não mais poderoso que o pajé, que o descalço

Pela lei dela nela mesma
A humanidade perpetua depravada no seio da mãe-terra

A poesia aguou no profetismo
Mamãe chorou sob o vício

20 de janeiro de 2011

Selvagem Poeta.


Nunca andou na linha
Não escreve sobre ela

Por caminhos tortos contempla a si em introspecção...
Navalha a carne na alma

Alegre, sem, alegria
Dispensável, sua vida
Não se bastaria dela em petiscadas se essa não fosse efêmera

Alquimista e astrônomo
Mapeia estrelas, desbrava curvas cósmicas, descobriu o mistério do "tele-transporte"
Não pela mecânica quântica, pelo sentimento "ano-luz"

Canções holísticas, despejadas por ele em cada poção do saber
No vento, embaixo da pedra, no "vivo" do faminto
Expressa sua dor com todo peso de sua massa bucólica

"Como faca num tiro de silêncio"
Rebeldes trocadilhos nascem em sua entropia poética:
Gotejando o suor, respingando pólvora dum olhar puro assim...

Nada mais se faz importante
Quando seu instinto acata em desacatar a razão
Saca de dentro pra fora
O entorna num impulso punk-hardcore
Sinestesia em fluídos dimensionais

O poeta só está vivo porque é um selvagem
- mergulha no vazio, cai no cheio -

No seio, o horizonte se amplifica
Em eternidade sucinta.

19 de janeiro de 2011

Pseudo pessoas

Olha ele sentado aí...
"Ninguém vê".

Ele batuca com o dedo indicador na caixa de "din din" cada vez que "um" desce.

O moço tem carisma e observa várias dimensões através da janela.

O maior contador de histórias e todas elas estão boiando em sua cabeça...

Batuca outra vez; dessa vez alguém saiu do ônibus, simultaneamente outro atravessou a catraca... -

Ninguém olha nos olhos, ninguém sequer diz "olá"...

" Viu, vocês são legais, tão bem arrumadinhos aí...mas somos todos iguais, boa noite." (Era dia)
Os mais sorridentes sempre são os mais fudidos...!

Era uma vez, um cobrador de ônibus.
Magriiinho, quase definhando na própria carne esquecida.

E quanto mais automatizam tudo, ainda há "ninguém" quem reclame das " vozes eletrônicas", comandos automáticos...deixe sua mensagem...

"Sorria, você está sendo filmado por outro sorriso!"

Dá pra ignorar isso?

Ανατολής

Nas marginais cimentadas ele caminhava na direção sóbria do oriente
Sorrindo - indo...
A música, o vento, tudo dizendo algo não específico:

"Tá tudo bem, tá tudo..."

-Ela não me dirá nada, não é mesmo?

Disse que não há nada pra dizer...

E esse céu azul anil? Sua performance vespertina é um devaneio sublime...

O próximo passo...será dado com um pé. No chão.

"Ακούστε συμπαράσταση παρακαλώ..."


13 de janeiro de 2011

Nú Paradigma

Sem tempo pra notar
No que resta sonhar
Beija-flor cutuca o vidro no desespero de encontrar um horizonte vivo

Uma dor, um amigo, um amor
À volta, uma revolta

Nú jardim
Tudo florescendo, tudo arvorecendo
Crescendo...

Céu opaco caido nas estrelas
Deuses no céu - correspondência atrasada

Cabe uma vidainteira no papel?
Será hoje a lua de fel?

Nú m esboço de maldade, será levada a sinceridade?


12 de janeiro de 2011

Espelho

Tenho bobagens repentinas, carências urgentes, ausência de respostas, ansiedade concentrada, angústia que talha a carne, ciúme que dilacera o orgulho. Tenho saudade, receio e sorriso. Sentimentos vagos, carinhos inexplicáveis, paixões fulminantes e tesão noturno nas terças-feiras. Mania de escrever, de me desculpar e de errar sempre os mesmos erros. Você consegue se definir? Ou sempre falta alguma coisa?

Juliana Regina Marques

11 de janeiro de 2011

Dela

Só estando nela pra se aproximar na distância
No espelho, o tolo é verdadeiro
Nada sabe, ninguém, nunca saberá

A fragilidade dos sentidos, só sentida nos seus braços, naquele momento, o frágil
Ouvindo o toque das mãos dela, desesperadas, incandescendo, você sabe, não há dúvida naquele momento precioso
Triste milagroso

Através da poesia
no estigma se alcançou o encontro das almas

Pó de pirlimpimpim

Há mais felicidade do que concretizar?

"Espanando"

Posso quebrar um muro e deixar a água por ali passar
Perto do cimento, plantar um milhão de bambus, só pra ver o asfalto quebrar, o jardim crescer
A vida, aí sim, florescer

Rompendo com todo o status
Aí sim, agora sim, é hora de voarmos

Me Cú Tú can do

Meus elétrons lá fora, na trovoada
O raio que parte o azul do c(s)éu
Meus prótons, fótons, s(c)éus neutrons...
Velho ego bateu à porta, de bengala e chapéu de "paia"

Mais que um vale de lágrimas
Um carnaval no museu do cinismo
Tombado como patrimônio de um aprendizado

Uma canção de eufemismo jorrada:
Redundante, redundante, redundante
O seu hálito!

Todos loucos e mergulhei, &u, na insanidade
Aonde foi o contato e a viada da improvisação?

Na lama, na sua carapuça, aquele cuspe que faz tempo foi cuspido pra cima, mesmo tardando, uma hora cai em cheio dentro do globo ocular
Que infantil rebelde...

Partido o que não deveria haver sido feito alheio.