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27 de janeiro de 2011

Nú i Vento

Tempo curandeiro
Guerras vem abafar
A flor da menina...

desabrochar

Releituras do passado num tom peculiar (...)

"Pediu-se ajuda"
Escuta?

Relâmpagos anunciam - uma outra guerra se inicia -

Costurando o passado: Há retalhos que não vingaram...
Customizando o presente: O que há de mais íntegro no que se faz ausente...

O "gatuno" ainda impera, ainda
Não mais poderoso que o pajé, que o descalço

Pela lei dela nela mesma
A humanidade perpetua depravada no seio da mãe-terra

A poesia aguou no profetismo
Mamãe chorou sob o vício

20 de janeiro de 2011

Selvagem Poeta.


Nunca andou na linha
Não escreve sobre ela

Por caminhos tortos contempla a si em introspecção...
Navalha a carne na alma

Alegre, sem, alegria
Dispensável, sua vida
Não se bastaria dela em petiscadas se essa não fosse efêmera

Alquimista e astrônomo
Mapeia estrelas, desbrava curvas cósmicas, descobriu o mistério do "tele-transporte"
Não pela mecânica quântica, pelo sentimento "ano-luz"

Canções holísticas, despejadas por ele em cada poção do saber
No vento, embaixo da pedra, no "vivo" do faminto
Expressa sua dor com todo peso de sua massa bucólica

"Como faca num tiro de silêncio"
Rebeldes trocadilhos nascem em sua entropia poética:
Gotejando o suor, respingando pólvora dum olhar puro assim...

Nada mais se faz importante
Quando seu instinto acata em desacatar a razão
Saca de dentro pra fora
O entorna num impulso punk-hardcore
Sinestesia em fluídos dimensionais

O poeta só está vivo porque é um selvagem
- mergulha no vazio, cai no cheio -

No seio, o horizonte se amplifica
Em eternidade sucinta.

19 de janeiro de 2011

Pseudo pessoas

Olha ele sentado aí...
"Ninguém vê".

Ele batuca com o dedo indicador na caixa de "din din" cada vez que "um" desce.

O moço tem carisma e observa várias dimensões através da janela.

O maior contador de histórias e todas elas estão boiando em sua cabeça...

Batuca outra vez; dessa vez alguém saiu do ônibus, simultaneamente outro atravessou a catraca... -

Ninguém olha nos olhos, ninguém sequer diz "olá"...

" Viu, vocês são legais, tão bem arrumadinhos aí...mas somos todos iguais, boa noite." (Era dia)
Os mais sorridentes sempre são os mais fudidos...!

Era uma vez, um cobrador de ônibus.
Magriiinho, quase definhando na própria carne esquecida.

E quanto mais automatizam tudo, ainda há "ninguém" quem reclame das " vozes eletrônicas", comandos automáticos...deixe sua mensagem...

"Sorria, você está sendo filmado por outro sorriso!"

Dá pra ignorar isso?

Ανατολής

Nas marginais cimentadas ele caminhava na direção sóbria do oriente
Sorrindo - indo...
A música, o vento, tudo dizendo algo não específico:

"Tá tudo bem, tá tudo..."

-Ela não me dirá nada, não é mesmo?

Disse que não há nada pra dizer...

E esse céu azul anil? Sua performance vespertina é um devaneio sublime...

O próximo passo...será dado com um pé. No chão.

"Ακούστε συμπαράσταση παρακαλώ..."


13 de janeiro de 2011

Nú Paradigma

Sem tempo pra notar
No que resta sonhar
Beija-flor cutuca o vidro no desespero de encontrar um horizonte vivo

Uma dor, um amigo, um amor
À volta, uma revolta

Nú jardim
Tudo florescendo, tudo arvorecendo
Crescendo...

Céu opaco caido nas estrelas
Deuses no céu - correspondência atrasada

Cabe uma vidainteira no papel?
Será hoje a lua de fel?

Nú m esboço de maldade, será levada a sinceridade?


12 de janeiro de 2011

Espelho

Tenho bobagens repentinas, carências urgentes, ausência de respostas, ansiedade concentrada, angústia que talha a carne, ciúme que dilacera o orgulho. Tenho saudade, receio e sorriso. Sentimentos vagos, carinhos inexplicáveis, paixões fulminantes e tesão noturno nas terças-feiras. Mania de escrever, de me desculpar e de errar sempre os mesmos erros. Você consegue se definir? Ou sempre falta alguma coisa?

Juliana Regina Marques

11 de janeiro de 2011

Dela

Só estando nela pra se aproximar na distância
No espelho, o tolo é verdadeiro
Nada sabe, ninguém, nunca saberá

A fragilidade dos sentidos, só sentida nos seus braços, naquele momento, o frágil
Ouvindo o toque das mãos dela, desesperadas, incandescendo, você sabe, não há dúvida naquele momento precioso
Triste milagroso

Através da poesia
no estigma se alcançou o encontro das almas

Pó de pirlimpimpim

Há mais felicidade do que concretizar?

"Espanando"

Posso quebrar um muro e deixar a água por ali passar
Perto do cimento, plantar um milhão de bambus, só pra ver o asfalto quebrar, o jardim crescer
A vida, aí sim, florescer

Rompendo com todo o status
Aí sim, agora sim, é hora de voarmos

Me Cú Tú can do

Meus elétrons lá fora, na trovoada
O raio que parte o azul do c(s)éu
Meus prótons, fótons, s(c)éus neutrons...
Velho ego bateu à porta, de bengala e chapéu de "paia"

Mais que um vale de lágrimas
Um carnaval no museu do cinismo
Tombado como patrimônio de um aprendizado

Uma canção de eufemismo jorrada:
Redundante, redundante, redundante
O seu hálito!

Todos loucos e mergulhei, &u, na insanidade
Aonde foi o contato e a viada da improvisação?

Na lama, na sua carapuça, aquele cuspe que faz tempo foi cuspido pra cima, mesmo tardando, uma hora cai em cheio dentro do globo ocular
Que infantil rebelde...

Partido o que não deveria haver sido feito alheio.