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14 de fevereiro de 2011

Varejo na carne

- Me oprima mais um pouco.
Sorri molhando o rosto de sal.

Ela diz... "És assim, muito intensa, não busque explicação".

Numa anunciação simples e amena, as gotículas de água chegaram cantando macio, fino, leve...a luz se mostrou no horizonte. Trovejou ríspido e cru.

Abriu a gaveta: Dor se fez.

Há meia história sem fechadura - a noite ela perdura - perdão.

Se as suas paredes falassem, elas gemeriam...
Segredo eterno de uma mente sem lembranças.

A gaveta fecha em ressalva (...)

...o vento ainda sopra, a explosão se cansa do próprio consumo.

Choque em pele quente, úmida, exalando o gostinho do mar

num encontro fresco de rio em calcário.

Deixe tudo se le(a)var.

Nasci pra sentir esse vento,
me reviro nos teus versos avessos.

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