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15 de março de 2011

Baião

É beijo na testa
Alcoolismo em manifesto
Pássaros que migram
E verão que se enreda

É comida escassa
Uma sobra refogada
Amor calado e viril
Café e cheiro de sola de sapato

É medo de errar de novo
É medo de acertar
Invernar em ossos
E a vida fantasiar

Dar um grito
Chamar todos de loucos
Estúpidos envasados e
prontos para o consumo

É chama de lamúrias
Vontades ultrajantes
Falte de ambição
E sede de conhecimento

Poesia de cordel
De haicai
De Vilancete
Ah! De Jobim

É vida curta, agora ou nunca.

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