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19 de dezembro de 2012

Brinco

Efervescendo num mar de caos e no deserto do extraordinário
O Carrocel girando na compota de uma mesa vazia
Ruindo à favor de si e dum nada subtraído, sucumbindo à dor.

... e tudo isso quem trouxe foi um vento que passou na janela.

Mas vejam!

Um olhar mais claro dessa névoa rancorosa, um dilúvio "lila" acudindo a terra em chamas e na flor de um sorriso (ali, oh, no lado) sente o cheiro da prima Vera e tira o sapato, esmaga a sua dor e escuta os dedos mindinhos quando rodopia lá e cá.

Com tato
Com ímpeto
Insere no ser rara deriva
Vivo
Envolto
Ver
Volátil
Vazio
Encher
Expandir
Intervir
No meio de si
Sabia já...

Que não perdurava o correr e, o retardar do relógio
implicaria não tão tardio no alvorecer. É isso, só isso.

Não adiantava se esconder, não o queria, não o faria, mas então, por quê?


7 de novembro de 2012

Desmistificando o casulo

O efeito de incubar essa atividade sísmica interior do ser e transcender do casulo numa explosão impulsiva, livre ininterrupto e, com ou sem o intuito gerar, germinar, respir aaar ainda mais amor
Ato alado e descontrolado em fluidez mútua, livre do pensar, em inércia, de um a um, a todos, em todos o todo
envolver ossos de um rebanho selvagem no singular universo, nu encontro de almas, alcançando a força da terra sobre a evasão do ar - Se limites, margear

Tudo, um todo a estar
Ver i ficar
Ter 
e Sol Tar

"Dentro de coisas que acontecem em mim, em tudo, com todos e no nada, divido aqui essa experiência improvisada e dedico ao que vem sido vivido com esse pessoal tão bacana do contato..."

23 de agosto de 2012

Saí
Deixando os talheres na mesa

Acesa à luz e o pecado da falta lá dentro de fora
Rastejando na névoa púrpura os olhos cintilantes

De repente me vi ali
E ali tudo
E ali só

Sobrando o espaço
Me vi nú lugar e rastejando sobrei

Dentro de mim mesma
De lá de fora do meu dentro

Afastei o caso do vaso
E joguei as pedras de rubi no lapso dúm gotejo

Avistada a penumbra da gola
Sorri pele de gado vivo

E cantei véus de lenço
e batuque de pangeia

Estou saboreando aquele prato que nunca comi

E as formigas continuam me surpreendendo.




23 de abril de 2012

Meu eu anão

Me varrendo para fora de nossa casa
Crispa no cimento sua vassoura a me devassar

A casa que nunca teve paredes e da fundação se fortificou em meio à distância...

- Por que não me quer mais?!!!!!!

A mulher que chora e se demora
Sua loucura infame vem de um ciclo nada mais que animal

Sim, uma animal com um cordão umbilical imaginário por Um dia, só um dia só
Num trabalho de parto, eu - dor : tudo em você é núbio

Deixada a desvanecer em seu precipício particular
E a Jorrar plasmas peculiares inseguros, irracionais...Tão se "amando" quanto se admira o o bicho num reflexo dele mesmo envergonhado e reduzido ao seu próprio ódio e auto menosprezo

Porque só um homem para entender o que não se pode entender de uma mulher


E meu pó lentamente pareia cada qual por um cada canto, já que insististe em deixar, hum, tudo brando




7 de fevereiro de 2012

A Loba

Deixe-me voltar lentamente para a terra:

Fértil.


Rastejar e tatear seus cheiros e seus prantos enquanto toda a natureza selvagem renasce em mim outra vez.


Um cão ancestral.


Na medida, um contato imortal.


Sob as leis do improviso


(Acredite, deixe-me abdicar do todo consolidado e aplicar-me no curso livre de estar presente, matar a minha fome, mostrar as minhas garras e uivar meu sobrenome)


Me deixe e assim há garantia em percorrer o fluxo natural que nos expande até o eu-seu-meu-nosso-vosso livre arbítrio.


Deixe que eu me cure da sina do século:


Do segredo e da segregação.