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26 de janeiro de 2013

Engradada

No relento aqui espero
Algo que vem chegando para devassar todo o concreto

Uma angústia aguda, num toldo alagado e revestido de nuvens profetas
Agora é tarde, ou cedo de mais

Um cálculo vazio ecoa no meu verso
Vezes inteiras e metades abstratas

Me falta dançar e nessa cena virar o tabuleiro do avesso
Criar aquele mundo contemporâneo ao sonho que me prometi

Tal, e coisas...que vivem na superfície dos meus julgamentos
Na instantaneidade do fogo ainda submerso

O meu castelo de ar: Não sei aonde ele foi parar
Lembro que  não foi preciso correr para chegar lá, não foi preciso pensar nos caminhos

Enquanto isso o ponteiro vai às cegas nivelando as auroras
E meu sonho não quer mais dormir



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