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1 de fevereiro de 2013

Entre frestas e vértices


Era tarde da noite.Um breu.Um são vento corria nas ventanas paulistas.

Uma janela larga no 13ºandar de qualquer lugar.

Ela ali, sentada com um lenço colorido na cabeça, lia o periódico de antes de ontem.

Na xícara de café, malte e cereais que vieram enlatados.

Alguns fogos de artifício desconcertados no céu a desconcentram num levantar de sobrancelhas e sequencial sorrisinho astuto de quem encontra uma ideia que vagava perdida.

Se remexe entre cobertores, travesseiros e restos de noite não dormida, enquanto de um impulso nasce um salto marcado, certeiro até o tapete chegar, bem ali em frente.

Enquanto preparada e posicionada como um gato sob o próximo passo, assim de curvado, firme e de olhos centrados, escuta um rugido!

É um abrir de porta lento e duro, a madeira canta sobre os pés que calçam o chão levemente.

 Escuta chegar sem se mexer e quase sem respirar e, mesmo sem se voltar ao movimento daquela sinfonia, quando ainda em pose de estátua, vê o vulto, não tão de  perto e o escuta murmurar:

-Ahh... me deitei e não passei meu creme de proteção solar, me empresta o seu minha querida...

A ideia se mexeu e  ela, trazendo-se de volta para aquele momento, virou-se  àquela presença e seus olhos de volta, como se saíssem do transe, enquanto sorri:  Claro, vou pegar, se deite.

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